Símbolos da paz

                                                                        JULHO: SÍMBOLO DO DESARMAMENTO

                                                                            símbolo do desarmamento

A finalidade desse símbolo, criado pelo britânico Gerald Holtom em 1958, foi idealizado para simbolizar o movimento para o desarmamento nuclear e supõe-se que a sua criação terá sido encomendada pelo Comité de Ação Direta contra a Guerra Nuclear. No mesmo ano da sua criação a imagem chegou aos Estados Unidos através de um manifestante pacifista de nome Albert Bigelow, que navegou um pequeno barco perto de um local de testes nucleares. Esse barco ostentava o símbolo de paz de Holtom.

Mas foi só em 1960 que começou a ser utilizado como sinal de paz quando foi produzido em massa pela União Estudantil para a Paz. Milhares de cópias foram produzidas e vendidas em várias universidades. Com essa disseminação, que se foi tornando exponencial, no final dessa década tornou-se aceite em todo o mundo como um símbolo para a paz.

O símbolo internacional da paz, símbolo do movimento hippie, começou a ser utilizado pelos hippies na década de 60. Por isso, ao contrário do que grande parte das pessoas pensam, o símbolo da paz não foi desenvolvido pelos hippies e nem é originalmente o símbolo de paz e amor. “Paz e amor” é lema dos hippies, que também o associaram ao temas ecológicos.

O desenho do símbolo é o resultado da junção das letras “n” e “d” que significam nuclear disarmament, desarmamento nuclear, em português. Ao mesmo tempo, o movimento New Age ou Nova Era, em português, também se apropriou do símbolo com a finalidade de representar a sua filosofia. A Nova Era busca o equilíbrio, o que é obtido através da paz interior.

Adaptado de: https://www.dicionariodesimbolos.com.br/simbolo-paz-amor/

http://origemdascoisas.com/a-origem-do-simbolo-da-paz/

 

                                                                            JUNHO: BANDEIRA DA PAZ

                                                                   pacto roerich        

O Pacto Röerich e a Bandeira da Paz foram criados e promulgados por Nicholas Röerich, para a proteção dos Tesouros do Gênio Humano. Ele propõe que as instituições educacionais, artísticas, religiosas e científicas, bem assim, todos os locais de significação cultural, sejam considerados invioláveis e respeitados por todas as nações em tempo de guerra e paz.

A Bandeira da Paz é o símbolo do Pacto Röerich. Este grande ideal humanitário provê no campo das conquistas culturais da humanidade, a mesma cobertura que a da Cruz Vermelha, ao aliviar o sofrimento físico do homem.

No mesmo ano em que Roerich criou o projeto do Pacto de Proteção dos Tesouros da Cultura, foi realizada a Primeira Convenção Internacional dedicada ao Pacto Röerich e à Bandeira da Paz, em Bruges, na Bélgica.

Em 1933, realizou-se a Terceira Convenção em Washington. Representantes de 35 países participaram dela, todos aprovando o Pacto. No dia 15 de abril de 1935 o Pacto foi assinado na Casa Branca, na presença do Presidente Franklin D. Roosevelt, pelos representantes de vinte e um Governos das Américas do Norte, Centro e Sul, inclusive o Brasil. O Pacto de Proteção de Tesouros Culturais é necessário não somente como um regulamento oficial, mas também como uma lei educativa que, desde os primeiros dias na escola, deve imbuir a nova geração com a nobre ideia de guardar os tesouros verdadeiros da humanidade.

Adaptado de: http://www.ikmr.org.br/pacto-roerich-e-a-bandeira-da-paz/

                                                                             MAIO: CRUZ VERMELHA

                                                                                        

 A Cruz Vermelha  dedica-se em todo o mundo a proteger a vida humana e promover a paz duradoura. Os membros deste Movimento ajudam as pessoas afetadas pelos conflitos armados, catástrofes naturais e outras tragédias humanas, protegendo as vítimas e a dignidade humana, aliviando o sofrimento.

História:
A mais popular e conhecida organização humanitária surgiu como resultado direto dos esforços do comerciante suíço Jean Henri Dunant. Durante uma viagem de negócios pela Itália, em junho de 1859, ele testemunhou a Batalha de Solferino, no norte da Itália, um violento e sangrento conflito, que durou apenas dezesseis horas, entre tropas austríacas e francesas, que resultou em quase 40 mil mortes e feridos graves. Naquela época, não existiam organizações destinadas a atender os soldados atingidos em conflitos. Quem fazia esse tipo de assistência eram os próprios sobreviventes. Impressionado com a tragédia, ele organizou os serviços para atender e socorrer os feridos de ambos os lados com o auxílio de civis das vilas vizinhas, providenciando assistência com os recursos que possuía a disposição.

No dia 23 de outubro de 1863, foi realizada a Conferência Internacional de Genebra, o primeiro encontro entre o comitê e representantes de 16 países, onde foram adotadas resoluções que se tornaram a carta de fundação da CRUZ VERMELHA e definiram as funções e métodos de trabalho para os Comitês para a Assistência aos Feridos que Dunant havia proposto. Dessa reunião surgiu o Comitê Internacional de Socorro a Feridos e ficou decidido que cada país montaria um órgão nacional. O símbolo escolhido para a organização foi uma cruz vermelha sobre um fundo branco, uma homenagem à Suíça, cuja bandeira tem as cores invertidas. Em 1876 a designação foi alterada oficialmente para Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

Adaptado de: http://mundodasmarcas.blogspot.com/2006/08/red-cross-cruz-vermelha-good-neighbor.html

                                                                                   ABRIL: BANDEIRA BRANCA

                                                                                              Paz

Esse símbolo de paz conhecido mundialmente é utilizado desde o Renascimento e simboliza verdade, união e pureza. Por isso, este estandarte de cor neutra representa uma missão de paz. Ela é usada principalmente nas guerras, na medida em que representa a neutralidade da tropa e sua intenção ante o inimigo (se render e não lutar).

Um dos possíveis motivos da adoção da bandeira branca foi que durante a idade média, em que cada vilarejo ou região possuía sua bandeira com listas e desenhos. Exceto quando um povo colocava-se de fora de uma guerra ou batalha, em vez de hastear as cores de sua bandeira, hasteava-se uma bandeira branca em sinal de neutralidade.

É muito comum encontrarmos a bandeira branca em missões de paz. Durante os episódios de guerra, os guerreadores levantam a bandeira de cor neutra para indicar uma intenção de tornar-se neutro na batalha. Dessa forma, naquele instante certamente haverá paz entre os lutadores. É importante destacar que a utilização indevida da bandeira branca é considerada um crime de guerra dada pela Convenção de Genebra, isto porque os membros da convenção a registaram como um estandarte de valor inabalável.

 

Adaptado de:

https://www.dicionariodesimbolos.com.br/paz/

https://www.nexojornal.com.br/expresso/2017/01/03/Tr%C3%A9gua-na-S%C3%ADria-o-valor-da-%E2%80%98bandeira-branca%E2%80%99-e-de-outros-s%C3%ADmbolos-no-campo-de-batalha

 

                                      MARÇO: ARCO-ÍRIS

                                                                              

            O arco-íris se tornou símbolo universal de amor, paz, harmonia, tolerância e espiritualidade. A origem dessa figura, porém, está na Bíblia como parte da aliança de Deus com Noé.

            Todas as nações que estão no mundo hoje vieram de Noé e de seus filhos. O arco-íris é o selo da aliança divina, representando o destino de Deus para aquelas nações. As diferentes cores representam as várias nações, grupos étnicos, culturas e línguas.

            Os diversos grupos nacionais mantêm suas próprias identidades, mas estão unidos em harmonia. Essa é a essência de sua beleza. Se o arco-íris fosse de uma só cor, não seria bonito. Se as cores não estivessem unidas, mas fossem divididas e confusas, também não haveria beleza. Só encontramos beleza quando há diversidade com harmonia.

       A história da aliança divina marcada pelo arco-íris é contada na Bíblia Sagrada. Ela encontra-se no livro de Gênesis, capítulo 09:

1 Deus abençoou Noé e seus filhos, dizendo-lhes: “Sejam férteis, multipliquem-se e encham a terra.

2 Todos os animais da terra tre­merão de medo diante de vocês: os animais sel­vagens, as aves do céu, as criaturas que se mo­vem rente ao chão e os peixes do mar; eles estão entregues em suas mãos.

3 Tudo o que vive e se move servirá de alimento para vocês. Assim como dei a vocês os vegetais, agora dou todas as coisas.

4 “Mas não comam carne com sangue, que é vida.

5 A todo aquele que derramar sangue, tanto ho­mem como animal, pedirei contas; a cada um pedirei contas da vida do seu próximo.

6 “Quem derramar sangue do homem,

pelo homem seu sangue será derramado;

porque à imagem de Deus

foi o homem criado.

7 “Mas vocês sejam férteis e multipliquem-se; espalhem-se pela terra e proliferem nela”.

8 Então disse Deus a Noé e a seus filhos, que estavam com ele:

9 “Vou estabelecer a minha aliança com vocês e com os seus futuros descen­dentes,

10 e com todo ser vivo que está com vo­cês: as aves, os rebanhos domés­ticos e os animais selvagens, todos os que saíram da arca com vocês, todos os seres vivos da terra.

11 Esta­beleço uma aliança com vocês: Nunca mais será ceifada nenhuma forma de vida pelas águas de um dilúvio; nunca mais haverá dilúvio para des­truir a terra”.

12 E Deus prosseguiu: “Este é o sinal da aliança que estou fazendo entre mim e vocês e com todos os seres vivos que estão com vocês, para todas as gerações futuras:

13 o meu arco que coloquei nas nuvens. Será o sinal da minha alian­ça com a terra.

14 Quando eu trouxer nuvens sobre a terra e nelas aparecer o arco-íris,

15 então me lembrarei da minha aliança com vocês e com os seres vivos de todas as espécies. Nunca mais as águas se tornarão um dilúvio para destruir toda forma de vida.

16 Toda vez que o arco-íris estiver nas nuvens, olharei para ele e me lembra­rei da aliança eterna entre Deus e todos os seres vivos de todas as espécies que vivem na terra”.

17 Concluindo, disse Deus a Noé: “Esse é o sinal da ali­ança que estabeleci entre mim e toda forma de vida que há sobre a terra”.

Adaptado de:

https://www.revistaimpacto.com.br/arco-iris-pomba-e-oliveira/

https://www.bibliaon.com/genesis_9/

                  

                                FEVEREIRO: POR QUE A POMBA BRANCA É CONSIDERADA UM SÍMBOLO DA PAZ?

           A alegoria da pomba branca como mensageira da paz está em passagens da Bíblia. Um desses episódios é narrado no capítulo 8 do Gênesis, primeiro livro do Velho Testamento. Noé, que esperava na arca o fim do dilúvio, mandou um animal mensageiro para ver se as águas haviam baixado.

           O primeiro escolhido foi o corvo, que ficou voando para lá e para cá, perdendo a oportunidade de ganhar a simpatia da humanidade. Então Noé enviou uma pomba. Na primeira viagem, ela não encontrou nenhum lugar para pousar. Sete dias depois, foi novamente solta e retornou com um ramo de oliveira no bico. Isso, de acordo com a narrativa bíblica, simboliza a paz entre Deus e os homens.

           Há também citações à pomba nos Evangelhos. Assim que Jesus foi batizado, o espírito de Deus desceu sobre ele em forma de uma pomba. Desde então, a pomba é associada ao Espírito Santo.

A história da Arca de Noé é contada na Bíblia Sagrada. Ela encontra-se no livro de Gênesis, capítulo 07:

1 Então o Senhor disse a Noé: Entre na arca, você e toda a sua família, porque você é o único justo que encontrei nesta geração.

2 Leve com você sete casais de cada espécie de animal puro, macho e fêmea, e um casal de cada espécie de animal impuro, macho e fêmea,

3 e leve também sete casais de aves de cada espécie, macho e fêmea, a fim de preservá-las em toda a terra.

4 Daqui a sete dias farei chover sobre a terra quarenta dias e quarenta noites, e farei desaparecer da face da terra todos os seres vivos que fiz.

5 E Noé fez tudo como o Senhor lhe tinha ordenado.

6 Noé tinha seiscentos anos de idade quando as águas do Dilúvio vieram sobre a terra.

7 Noé, seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos entraram na arca, por causa das águas do Dilúvio.

8 Casais de animais grandes, puros e impuros, de aves e de todos os animais pequenos que se movem rente ao chão

9 vieram a Noé e entraram na arca, como Deus tinha ordenado a Noé.

10 E depois dos sete dias, as águas do Dilúvio vieram sobre a terra.

11 No dia em que Noé completou seiscentos anos, um mês e dezessete dias, nesse mesmo dia todas as fontes das grandes profundezas jorraram, e as comportas do céu se abriram.

12 E a chuva caiu sobre a terra quarenta dias e quarenta noites.

13 Naquele mesmo dia, Noé e seus filhos, Sem, Cam e Jafé, com sua mulher e com as mulheres de seus três filhos, entraram na arca.

14 Com eles entraram todos os animais de acordo com as suas espécies: todos os animais selvagens, todos os rebanhos domésticos, todos os demais seres vivos que se movem rente ao chão e todas as criaturas que têm asas: todas as aves e todos os outros animais que voam.

15 Casais de todas as criaturas que tinham fôlego de vida vieram a Noé e entraram na arca.

16 Os animais que entraram foram um macho e uma fêmea de cada ser vivo, conforme Deus ordenara a Noé. Então o Senhor fechou a porta.

17 Quarenta dias durou o Dilúvio, e as águas aumentaram e elevaram a arca acima da terra.

18 As águas prevaleceram, aumentando muito sobre a terra, e a arca flutuava na superfície das águas.

19 As águas dominavam cada vez mais a terra, e foram cobertas todas as altas montanhas debaixo do céu.

20 As águas subiram até quase sete metros acima das montanhas.

21 Todos os seres vivos que se movem sobre a terra pereceram: aves, rebanhos domésticos, animais selvagens, todas as pequenas criaturas que povoam a terra e toda a humanidade.

22 Tudo o que havia em terra seca e tinha nas narinas o fôlego de vida morreu.

23 Todos os seres vivos foram exterminados da face da terra; tanto os homens, como os animais grandes, os animais pequenos que se movem rente ao chão e as aves do céu foram exterminados da terra. Só restaram Noé e aqueles que com ele estavam na arca.

24 E as águas prevaleceram sobre a terra cento e cinquenta dias.

Adaptado de:

https://super.abril.com.br/historia/por-que-a-pomba-branca-e-o-simbolo-da-paz/

http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-7/

                                                                                              JANEIRO: A LENDA DE SADAKO

            Esta lenda é baseada em um fato verdadeiro: uma menina japonesa que apareceu com leucemia dez anos após o bombardeio de Hiroshima. Para ter esperança de cura, ela se inspirou na lenda das garças douradas.

            Depois de sua morte, seus colegas de classe começaram a trabalhar seriamente pela paz mundial. Os autores têm contado essa versão da história em vários países e nos convidam para ajudá-los a torná-la uma “lenda viva”, recontando-a sempre que houver oportunidade. No Japão, dizem que as garças trazem vida longa e boa sorte. Quando voam pelas cidades ou pelos campos, parecem sóis dourados brilhando no céu.

            Na manhã de 6 de agosto de 1945, apareceram milhões de sóis dourados no céu, mas não eram garças. Era uma explosão… Um grande estrondo! A primeira bomba atômica caíra na cidade.

            Houve um clarão muito forte, e aqueles que olharam para ela nunca voltaram a enxergar novamente. Outros desviaram seu olhar. A cidade estava desmoronando. Tijolos, lajes, concreto e vidro se estilhaçavam pelas ruas e havia incêndios por todos os lugares:

            — O que é isto?

            As pessoas perguntavam perplexas. Os que sabiam contavam aos que não sabiam. As pessoas corriam gritando: “Água, água”, querendo qualquer coisa para aliviar as queimaduras de suas peles.

            No dia seguinte, havia ainda mais incêndios. Novamente, algo estranho aconteceu. A chuva veio, mas era negra. A bomba havia impregnado a chuva com poeira radioativa.

            Médicos e enfermeiras foram mortos pela explosão e os hospitais foram destruídos. As pessoas ajudavam umas às outras. Muitos morriam a cada dia. Duas semanas mais tarde, algo estranho aconteceu novamente. Flores rosas, lilases e brancas desabrochavam onde nunca haviam sido plantadas. Cresciam em abundância, na mais estranha mutação de vida, em meio a toda aquela mortandade.

            Aquele dia foi horrível. É claro que muitas pessoas no centro da cidade morreram. Mas, distante dali, no subúrbio, havia muitos sobreviventes. Entre eles, uma pequena garota chamada Sadako Sasaki.

            Sadako era saudável, e a coisa mais importante para ela era correr:

            — Quero fazer parte do time esportivo daqui. Quem sabe posso participar das Olimpíadas algum dia? — pensava.

            Sadako era uma boa corredora. Corria para ir e voltar da escola, se exercitava e venceu muitas corridas. Acabou conseguindo o que queria.

            Um dia, estava no meio de uma importante corrida e não se sentiu bem:

            — Não dormi o suficiente. — pensou — Não devo ter comido bem, mas vou ultrapassar aqueles que estão na minha frente, e tudo vai acabar bem.

            Mas, naquele dia, Sadako não ultrapassou ninguém. Pior que isso: desmaiou e quando acordou, notou que estava na parte do hospital onde as pessoas são levadas para serem tratadas da “doença da bomba atômica”.

            — Vou morrer, — pensou — nunca correrei novamente.

            Todos tentavam consolá-la, mas em vão. Sadako sabia muito bem o que estava acontecendo. Sadako tinha uma amiga, Chizuko, muito carinhosa e otimista. Chizuko apareceu no quarto do hospital e foi logo dizendo:

            — Sadako, hoje ouvimos uma ótima história na escola. Contaram que uma garça dourada vive até completar mil anos de idade. E que, se você dobrar mil garças de papel, elas te trarão sorte.

            Olhou fixamente sua amiga e completou:

            — Isso pode até mesmo ajudar você a se curar.

            Sadako não se sentia bem. Ela se sentou indisposta, respondendo:

            — Isso é besteira. Como é que dobrar pássaros de papel pode ajudar alguém a melhorar?

            Chizuko recuou um segundo, dizendo:

            — É só uma história, claro. Mas sei fazer esse origami. Posso te mostrar como?

            — Penso que sim. — respondeu Sadako.

            Chizuko pegou uma folha de papel quadrada e mostrou à amiga como fazer as dobraduras, transformando-as em pássaros tão perfeitos que até moviam suas asas. Sadako começou a dobrar; a princípio, vagarosamente e depois, mais rápido.

            Logo, todos no hospital já sabiam da garota que estava criando mil garças para se ajudar a recuperar. Traziam-lhe papéis especiais para origami, às vezes jornais, e até papel de bala ou chicletes. Sadako dobrava qualquer coisa que tivesse.

            Em pouco tempo, os origamis começaram a se empilhar por todo o quarto. Sadako pendurou as garças no teto, em um móbile acima de sua cama. Toda noite Sadako as olhava balançando, até adormecer. Sadako dobrou mil. Depois começou novamente: mais cem, duzentas, trezentas…

            Um dia, Sadako acordou muito cansada para dobrar papéis. Segurou uma garça dobrada pela metade e decidiu escrever “PAZ” em suas asas. Depois fez um gesto no ar e pediu:

            — Voe, querida amiga, voe para muito longe e para muitos lugares. Vá lembrar às pessoas que nós temos que ter paz no mundo.

            No dia seguinte, Sadako morreu em seu quarto de hospital. Os amigos vieram e contaram os papéis dobrados. Faltaram poucas centenas para que Sadako completasse 2.000. Eles decidiram completar o milheiro e não pararam aí.

            Mais tarde, arrecadaram 5.395.000 yens e organizaram uma comissão para construir uma estátua no Parque da Paz.

            Essa estátua se encontra lá até hoje. Crianças enviam suas fotografias e bilhetes expressando desejos de paz. Quando o monte atinge o topo da estátua, os funcionários do Parque o retiram e, no dia seguinte, a pilha começa a se formar novamente. A estátua tem, na base, uma montanha. No topo, uma menina de pé, com os braços esticados, segurando uma garça. Nela, pode-se ler: “Esse é o nosso grito; essa é a nossa oração para estabelecer a paz no mundo”.

                                                                            Sadako                            

Adaptado de http://www.construirnoticias.com.br/a-lenda-de-sadako/